
Escrevo desde os sete anos — antes mesmo de entender o que significava escrever. Foi só depois, com o tempo, que percebi: aquilo nunca foi um passatempo. Era uma vocação, teimosa e silenciosa, aguardando a idade certa para se tornar um sonho declarado.
Fiz engenharia por três anos. Não foi desvio — foi caminho, ainda que eu não soubesse na hora. Entre fórmulas e incertezas, apaixonei-me pela física quântica, por essa ciência que ousa nomear o que escapa aos sentidos. E foi ali, nessa fronteira entre o exato e o incompreensível, que a engenheira e a escritora se encontraram: nasceu A Última Equação de Einstein, meu primeiro livro, em que tentei provar que razão e sentimento talvez sejam a mesma equação, escrita em idiomas diferentes.
Esse livro carrega um valor que nenhuma resenha consegue mensurar: foi o primeiro. E o primeiro, sabemos, nunca se repete — fica guardado num lugar que é só nosso, como a letra de quem ainda está aprendendo a assinar o próprio nome. Mas sei, com a certeza de quem apenas começou, que essa história não termina numa única equação, num único livro, num único capítulo de mim.
Sou uma alma romântica. Fiel às pessoas, às ideias, e sobretudo às palavras — porque acredito, com a convicção de quem não tem dúvida, que elas são a forma mais bela que inventamos para dizer o que sentimos quando o silêncio já não basta.
Escrevo por isso. E é por isso que continuarei escrevendo — porque essa história, a minha, está apenas na sua primeira equação.

Se o passado, presente e futuro coexistem em uma geometria absoluta, cada escolha nossa é apenas uma página de um livro tateado no escuro. Selena, uma engenheira física obcecada pela Lua e pelas equações de Einstein, acredita ter domado a luz. No entanto, ela se depara com uma variável impossível de ignorar: A estupidez humana. Thomas não é apenas um homem; ele é o horizonte de eventos onde a lóg
Saiba mais