
Nascida em 16 de março de 2007, Sofia Zaki - Sz é a caçula da família, com seis anos de diferença em relação aos irmãos mais velhos. Viveu grande parte de sua formação em Salvador, Bahia, em uma infância marcada pelo recolhimento, pela observação silenciosa e por um convívio intenso com o mundo interior. Apenas após a maioridade mudou-se para uma ilha vizinha à capital, gesto que simboliza não apenas uma transição geográfica, mas também existencial.
Sua trajetória escolar percorreu tanto instituições privadas — até o quinto ano — quanto a rede pública a partir do sexto. As constantes mudanças de escola, com permanências breves entre três e cinco anos, limitaram experiências contínuas de socialização, contribuindo para a construção de um perfil introspectivo, analítico e profundamente reflexivo.
Com o amadurecimento, passou a reconhecer-se como pertencente a múltiplas minorias identitárias e culturais, assumindo-se bissexual, não binária, descendente de povos indígenas e africanos, além de possuir alto potencial intelectual e traços de um transtorno de personalidade ainda em investigação — elementos que atravessam sua escrita, sua sensibilidade estética e sua leitura crítica da realidade.
Apesar da juventude, construiu uma formação plural e pouco convencional: cursou canto, balé, jazz, ginástica rítmica, percussão, informática básica e técnico em petroquímica, ao mesmo tempo em que desenvolveu, de forma autodidata, sólidos interesses em química, física, biologia, sociologia, filosofia e múltiplas linguagens artísticas.
É autora do livro Luminares, obra que se estrutura como um mosaico de reflexões, imagens simbólicas e inquietações existenciais. Luminares tem como referencial a busca pela luz interior em meio às fraturas do mundo contemporâneo, dialogando com temas como identidade, pertencimento, consciência, ética, subjetividade e reconstrução do sentido. A obra articula influências filosóficas, sociológicas e poéticas, assumindo uma escrita que oscila entre o ensaístico e o lírico, sem perder o compromisso com a lucidez crítica e a honestidade emocional. Mais do que um livro, Luminares propõe um exercício de percepção: iluminar não para fugir do mundo, mas para aprender a habitá-lo com mais responsabilidade, sensibilidade e consciência.
Atualmente, encontra-se noiva e em busca de colocação profissional estável. Enquanto isso, dedica-se à produção de desenhos, à elaboração de teses e à escrita de resenhas críticas de mídias visuais, consolidando um percurso autoral marcado pela inquietação criativa, pelo rigor intelectual e por um olhar que transforma experiência em linguagem.