
Professora, jornalista e educadora, Nádia Fernandes construiu sua trajetória unindo comunicação, escuta e compromisso com o desenvolvimento humano. Atua entre a educação e o jornalismo, movida pela investigação e pelo interesse em conhecer histórias e pessoas.
Filha de mãe branca e pai negro, cresceu entre mundos distintos — e entre histórias que nem sempre foram contadas. Foi nesse espaço de ausências e silêncios que nasceu sua busca por memória, identidade e pertencimento.
Em As Filhas da Terra Ferida, transforma essa busca em literatura. A obra mergulha nas marcas invisíveis que atravessam gerações, explorando ancestralidade, silêncio e reconstrução. Sem ser autobiográfico, o livro carrega a intensidade de uma vivência real e a escuta sensível do que não foi dito.
Com uma escrita profunda, convida o leitor a olhar para dentro — e para trás —, reconhecendo que muitas histórias continuam vivas, mesmo quando esquecidas.

Após a morte da mãe, Lia encontra uma caixa de ferro e, dentro dela, restos de uma história que nunca lhe foi contada. Fragmentos, nomes, silêncios. O que parecia ausência começa a ganhar forma — uma linhagem de mulheres marcadas pela perda, pela travessia e por uma terra que já não lhes pertence. Ao seguir esses vestígios até o interior do Brasil, Lia se aproxima de um território atravessado por
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