
A tecnologia prometia libertar o trabalho. Por que, em vez disso, ela o vigia, o mede e o pressiona cada vez mais?
Este livro é fruto de mais de vinte e cinco anos de atuação em tecnologia — do varejo às multinacionais e às grandes instituições financeiras, nacionais e estrangeiras. Nesse percurso, o autor presenciou missão e valores serem descartados diante de um defeito grave em um produto lucrativo, quando a prioridade se reduziu a corrigi-lo e seguir vendendo; participou, por anos, de reuniões intermináveis sobre projetos que já não tinham razão de existir; e assistiu à ideologia ser propagada e celebrada em suas formas mais rasteiras, apresentada como grande estratégia.
A partir dessas cenas, o autor desmonta a engrenagem peça por peça: o guia de gestão que vira lei sem que ninguém o leia, a avaliação 360 que é descartada no primeiro dia de crise, a meritocracia que transforma desigualdade em veredicto, o monitoramento que muda o que mede, o benefício que prende mais que qualquer contrato.
Com Marx, Marilena Chauí, Ricardo Antunes, Alysson Mascaro, Andrew Feenberg, Sennett e Bauman, o autor mostra como a dominação de hoje dispensa algemas: opera pelo crachá, pelo processo, pelo benefício e pelo medo — e faz quem obedece acreditar que está escolhendo.
Não é um livro contra quem trabalha. É um livro para quem trabalha — para quem sustenta a engrenagem e nunca teve tempo de olhar para ela.
2ª edição, revista e ampliada — 25 capítulos e bibliografia comentada para quem quiser ir às fontes.

A tecnologia prometia libertar o trabalho. Por que, em vez disso, ela o vigia, o mede e o pressiona cada vez mais? Este livro é fruto de mais de vinte e cinco anos de atuação em tecnologia — do varejo às multinacionais e às grandes instituições financeiras, nacionais e estrangeiras. Nesse percurso, o autor presenciou missão e valores serem descartados diante de um defeito grave em um produto lucra
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