
Leandro D’Lima é, antes de tudo, um bedel de
assombrações e um arquiteto de Vaidades póstumas. Forjado sob o Sol inclemente
do Nordeste, divide o seu tempo terreno entre o pó de giz das lousas — onde
atua como professor de Física e Matemática — e a insana tarefa de arbitrar os
delírios de grandeza dos maiores intelectos da História.
Fascinado pela lâmina letal e cínica de
Machado de Assis e pela estética rústica da Xilogravura e do Cordel, o autor
usa o Sarcasmo como bisturi contra a Arrogância humana. Indignado com a rigidez
asséptica dos manuais escolares, decidiu invocar os Mortos para expor as suas
fraudes, as suas invejas e a patética fragilidade da Razão perante a Tumba.
É o orquestrador e escrivão de O
TRIBUNAL DAS ALMAS, uma Trilogia de ficção satírica e filosofia da Ciência
que arrasta os maiores gênios da Humanidade para um acerto de contas definitivo
no Além:
Volume I: MEMÓRIAS PÓSTUMAS DA RAZÃO – O Panteão das Almas Exatas — onde os matemáticos disputam a autoria do Cálculo e a primazia do Espaço a tapas, provando que a Geometria da existência termina sempre no Silêncio Absoluto.
Volume II: MEMÓRIAS PÓSTUMAS DA CIÊNCIA – O Panteão das Almas Empíricas — onde os heróis dos manuais saem das Abstrações puras e sujam as mãos na crueza da Matéria, num ambiente que cheira a Ozônio, Pólvora e Radiação.
Volume III: MEMÓRIAS PÓSTUMAS DA CRIAÇÃO – O Panteão dos Arquitetos do Caos — onde a Ciência é deixada à porta para dar lugar ao Teatro do indizível, medindo a densidade do Silêncio de Beethoven e o delírio febril da Arte.
Leandro D’Lima escreve com a tinta da Galhofa e a
melancolia de quem sabe que a Morte nunca cura a Vaidade; só a mumifica. Não
espere dele condescendência: os seus Livros são o osso puro da Genialidade
humana esmagada pela própria Obra.
Se tens a audácia de desafiar os dogmas
dos vivos, clica no botão “Seguir” para seres formalmente
intimado por este Tribunal sempre que um novo Tomo for parido no Além. Afinal,
a Vaidade não paga as contas, os Vermes também não, e o Tempo do giz acabou.

“Ao Verme que primeiro roeu as frias carnes do meu Raciocínio, dedico estas Memórias — que não são de um mestre, mas de um Defunto.” Se esperas afagos, fecha este Livro. A Cortesia é uma linha curva. A Verdade, uma Reta implacável. Nas estantes dos vivos, a Ciência é asséptica, forjada em mármore e ídolos de gesso. Mas a Eternidade, meu incauto mortal, é um tribunal onde a Vaidade não prescreve.
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