Tem quatro livros semiprontos para lançamento e escreve a partir da própria vida, não como registro, mas como ponto de partida para a imaginação.
Suas histórias não reproduzem fatos. Elas deslocam, distorcem e aprofundam o que foi vivido até alcançar algo maior que a memória. O real aparece como vestígio, nunca como explicação. Muitas vezes, uma ideia nasce de uma conversa, de uma frase solta, de um pensamento interrompido e, no silêncio seguinte, já se transforma em arte.
A escrita é marcada por densidade emocional, atenção ao corpo e ao tempo que não resolve. Não há romantização da dor nem atalhos de redenção. O interesse está no processo interno, na consciência tentando organizar o que insiste em permanecer.
Seus livros não prometem conforto.
Prometem verdade, presença e continuidade.