
Fulgurante Fabinhão nasceu na fronteira entre dois modos distintos de viver a Música — um mais contemplativo, outro mais participativo. Desde cedo percebeu que não bastava ouvir: era preciso atravessar.
Iniciou sua caminhada com um instrumento nas mãos e curiosidade nos olhos. Entre técnica e intuição, rigor e sensibilidade, aprendeu que o caminho raramente é linear. Já experimentou atalhos sedutores, promessas fáceis e métodos rígidos demais. E foi justamente ao percorrer esses terrenos que desenvolveu algo mais valioso do que respostas: discernimento.
Com o tempo, passou a explorar também os territórios da escuta, do estudo e da prática consciente. Hoje, alterna entre orientar viajantes que buscam direção e recolher-se em silêncio para continuar aprendendo.
Não se apresenta como mestre absoluto nem como dono de verdades. Prefere ser reconhecido como alguém que caminha — e que convida outros a caminharem também.
Carrega pouco na bagagem.
Apenas uma pergunta que repete sempre que encontra alguém disposto a seguir viagem:
“Vem comigo?”