
1. Origens e formação cultural
Amilton Vieira de Santana é professor, escritor, poeta e ativista cultural natural de Serra Preta, interior da Bahia. É filho de lavradores e ama a Natureza.
Na infância, gostava de aprender matemática, jogar futebol, brincar de bolinha de gude, praticar capoeira, participar de cantigas de roda, criar rimas e registrar por escrito os versos tradicionais entoados por sua mãe, Dona Rosenita. O autor guarda no coração memórias valiosas vividas ao lado de seu pai, Senhor Hermiro, de seus irmãos, familiares e amigos — histórias construídas nas regiões do Bravo e do Ponto, em Serra Preta (BA), e na comunidade de Queimada, no município de Anguera (BA).
2. Vivências, educação e construção do olhar social
O autor residiu em comunidades periféricas de Salvador e Lauro de Freitas, além de viver em Feira de Santana e no Assentamento Serra Dourada, em Morpará (BA), onde ministrou aulas gratuitas de incentivo à leitura, à escrita e à matemática. Essas experiências territoriais e educacionais contribuíram para a construção de um olhar sensível e crítico sobre as diversas realidades de populações historicamente vulnerabilizadas e invisibilizadas.
3. Formação profissional e literatura
Licenciado em Matemática, especialista em Educação Matemática e graduado em Gestão de Recursos Humanos, Amilton foi gestor de empresas da área de trânsito (2016 - 2018). Idealizou e coordenou um projeto de distribuição gratuita de exemplares do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Atua como professor na educação básica desde 2022. Foi aprovado em dois concursos públicos e três processos seletivos para professor de Matemática, conquistando o 1º lugar no processo seletivo da Prefeitura de Anguera (BA), em 2026.
Publicou os livros Poesia que ilumina (2023), Declarações de amor (2024) e Ensaios poéticos ou filosóficos (2025), escreveu a peça teatral Um grito de liberdade (2025) e possui dois livros infantojuvenis em processo de edição. É coordenador editorial de suas obras e de uma antologia.
4. Democratização cultural e circulação das obras
Doou mais de 300 exemplares de suas obras para estudantes, educadores e trabalhadores de escolas e universidades públicas, além de moradores de comunidades rurais e quilombolas.
Idealizou e organizou o 1º Concurso Literário da Escola Municipal João Marinho Falcão e a antologia O que me inspira (2025), reunindo escritores de vários estados do Brasil.
Suas obras já foram apresentadas por editoras na Bienal do Rio de Janeiro e na Festa Literária de Paraty (FLIP). Levou seu trabalho ao encontro Toques poéticos, em Conceição do Jacuípe (BA), à Feira da Agricultura Familiar, em Feira de Santana (BA), e ao encontro quilombola no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, em União dos Palmares (AL).
5. Literatura, expressão social e educação antirracista
Em 29 de agosto de 2023, em Feira de Santana (BA), Amilton participou de uma manifestação contra injustiças sociais organizada pelo movimento negro. A caminhada teve início na Câmara de Vereadores e seguiu até as proximidades do Fórum Felinto Bastos, onde o autor declamou publicamente o manifesto autoral Por que matas o povo negro?.
Esse texto e o poema-manifesto Deixa o Negro brilhar — este já recitado em português e espanhol — foram interpretados em escolas públicas e em eventos literários e culturais, como o FLIFS, na Princesa do Sertão; a FLICA, em Cachoeira (BA); a FliCoité, em Conceição do Coité (BA); e o Festival Literário Internacional de Sergipe, em Aracaju (SE).
Amilton participa de encontros formativos e desenvolve iniciativas voltadas ao incentivo à leitura, à arte, à valorização da identidade cultural e à educação antirracista.
6. Reconhecimento e atuação cultural e educacional
Homenageado por estudantes durante ações no período da Consciência Negra, sua trajetória e produção são utilizadas em práticas educacionais e culturais. Idealizou e desenvolveu projetos artístico-pedagógicos interdisciplinares e transdisciplinares, como o Festival de Arte Tarsila do Amaral (2025). Essa iniciativa envolveu três meses de pesquisas, debates, ensaios e preparação, integrando poesia, música, dança, teatro, capoeira, desenho, pintura e brincadeiras tradicionais.
Os poemas Como não te amar? e Amo te amar, da obra Declarações de amor, já foram publicados e declamados em português e espanhol. O primeiro, inclusive, foi utilizado como texto-base em avaliações oficiais de Língua Portuguesa na rede pública de ensino. Em paralelo, sua biografia foi adotada por professores como tema de pesquisa para estudantes durante atividades relacionadas à Consciência Negra.
Seus livros e poemas foram utilizados em apresentações e dramatizações em quatro instituições de ensino, sendo três escolas públicas e uma privada.
A professora, artista e cordelista Astil Araújo dedicou-lhe o poema O Poeta das Equações, homenagem que reflete a essência da alma de Amilton, destacando a sua atuação como professor de Matemática, escritor e poeta.
7. Outros marcos importantes na história do autor
Em 2009, foi escolhido em assembleia geral para atuar como representante oficial do Assentamento Serra Dourada, em Morpará (BA).
Conduziu encontros, debates e manifestações públicas em defesa de direitos fundamentais de sua comunidade junto ao Estado.
Elaborou projetos nas áreas social e educacional, além de ter idealizado um plano estratégico de preservação ambiental e reflorestamento da mata nativa do assentamento onde vivia.
Redigiu, em manuscrito, propostas de atualização do Estatuto e criação de Regimento Interno da Associação dos Produtores Rurais do Assentamento Serra Dourada.
Amilton também foi membro da Academia Virtual Internacional de Literatura (AVIL).

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